Totalitarismo


Após a Primeira Guerra Mundial, o cenário polí­tico era crítico em muitos países da Europa. Gran­de parte da população estava frustrada, pois o fim da guerra não havia melhorado suas condições de vida. Além disso, ainda era grande o sentimento na­cionalista, que havia sido bastante estimulado du­rante a guerra.
Para alguns grupos sociais, nem a ideologia so­cialista nem a liberal eram capazes de solucionar os graves problemas da sociedade. A destruição provocada pela guerra, agravada pela falta de ma­térias-primas e de dinheiro, abalou a confiança de muitos europeus em seus governantes.
Somados a estes fatores havia ainda as consequências da crise financeira que a quebra da Bolsa de Nova Iorque havia provocado no mundo. Além de quebrar várias empresas europeias, o desemprego chegou a um nível extremamente elevado (no caso da Alemanha entre os anos de 1929 a 1932, o desemprego foi de 1,5 milhão de pessoas ao patamar de 6 milhões), o preço dos produtos ficaram muitíssimo caros e a auto estima das pessoas estava profundamente baixa.
Diante desse quadro assustador começa a surgi na Europa um novo modelo de governo: o Totalitarismo, um regime politico que defende a total importância do Estado sobre os interesses dos Cidadãos, ou seja o Estado é superior a tudo e a todos. As principais características dos Estados totalitários são:
1.      Nacionalismo – defende a ideia de que tudo deve ser feito para a nação, pois esta representa a mais alta forma da sociedade.
2.      Idealismo – acredita que pelo instinto e anseios se pode transformar qualquer coisa que se deseje.
3.      Romantismo – negava que a razão fosse capaz de solucionar os problemas nacionais, defendendo, ao contrário, que a fé, o auto sacrifício, o heroísmo e a força o conseguiriam.
4.      Autoritarismo – veem  na autoridade do líder, do chefe – O Duce ou o Führer -, como indiscutível;
5.      Militarismo – acredita que as nações precisam de trabalho e prosperidade e não de liberdade, pois para eles a “guerra regenera”, a “luta é tudo”, a “expansão salva”.
6.      Anticomunista – culpam os comunistas pelo caos reinante e pelo colapso nacional
Nos regimes totalitários, a vontade do grupo governante se confunde com a vontade do Estado. As instâncias da vida particular e cotidiana dos indivíduos sofrem a interferência do Estado: vida íntima, formas de la­zer, leituras, crenças. O uso da força é também uma característica impor­tante dos regimes totalitários: toda e qualquer forma de discordância ou oposição em relação às decisões do governo é encarada como crime.
O fascismo, na Itália, e o nazismo, na Alemanha, foram duas das principais manifestações de regimes militarizados e centralizadores na Europa do entreguerras. Mas não foram as únicas. Portugal, Espanha, Polônia, Áustria, Hungria, entre outros países, também tiveram expe­riências autoritárias.

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