Cultura no Século XIX
Século XIX, iniciou-se e meio as guerras napoleônicas, sofrendo influencia da
Revolução Francesa e da Revolução Industrial, que espelhavam o antagonismo entre
progresso tecnológico e condições sociais – sobretudo no que se refere a exploração
operaria. Conviveu também com os princípios reacionários impostos pelo Congresso de
Viena.
Esses antagonismos refletiram-se no plano das Idéias, configurando-se inicialmente no
idealismo romântico dos filósofos Emanuel Kant (1724-1804), que se destacou com
Crítica da razão pura, e Georg Wilhelm Hegel (1770-1831), com a Dialética idealista,
obras que inspiraram o materialismo dialético de Karl Marx.
O conceito dialético (do grego dialektikós – arte de dialogo) foi desenvolvido por Marx,
a partir da doutrina de Hegel, como um método de compreensão e analise da realidade,
considerada essencialmente contraditória e em permanente mudança. A doutrina
idealista de Hegel supunha que eram os ideais, o pensamento, que criavam a realidade e
faziam o mundo mover-se. Para Marx e Engels, no entanto, as idéias eram, na verdade,
reflexo da realidade, constituindo – idéias e realidade – um todo integrado e
interdependente.
No inicio do século, predominava na literatura o Romantismo, suplantado ais tarde pelo
realismo. Refletindo o descontentamento social e político gerado pela Revolução
Industrial, o romantismo caracterizou-se pelo sentimentalismo e pela valorização da
natureza. Mais adaptada as novas condições impostas pela industrialização e pelo
avanço do capitalismo, surgiu a escola realista, que predominaria até a Primeira Guerra
Mundial.
Características gerais do romantismo:
• a valorização dos sentimentos e da imaginação;
• o nacionalismo;
• a valorização da natureza como princípios da criação artística; e
• os sentimentos do presente tais como: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Como poucos períodos históricos, o século XIX foi intelectualmente muito fértil. Nesse
período destacaram-se inúmeros escritores, como românticos Lord Byron (1788-1824),
George Sand (1804-1876) e Vitor Hugo ( 1802-1885), e os realistas Charles Dickens
(1812-1870) e Émile Zola (1840-1902)
Na música romântica, exaltou-se o sentimento individual, desprezando o formalismo
típico da escola anterior, o Classicismo. Ludwig van Beethoven (1770-1827) compôs
nove sinfonias entre 1800 e 1824, nas quais fica evidente a transição entre a sinfonia
clássica e a romântica, isto é, entre a postura disciplinada e objetiva do período clássico
e as idéias revolucionárias, subjetivas e sentimentais do romantismo. Beethoven
demonstra a predominância do individualismo do período na Primeira Sinfonia,
composta em 1800, ao iniciar-la pelo que, no Classicismo, seria a parte intermediaria da
música, a de maior tensão.
A Terceira Sinfonia, inspirada em assuntos políticos, foi composta em homenagem a
Napoleão, a quem Beethoven admirava como apostolo dos ideais revolucionários. Mais
tarde, porém, quando soube que Bonaparte fora proclamado imperador, rasgou a página
da Sinfonia em que havia uma dedicatória a ele. A influência da vida política na
música, alias, já acontecera no século XVIII, com Wolfgang Amadeus Mozart, que
escrevera uma opera propagandística para a maçonaria, a flauta mágica.
No século XIX, o século do nacionalismo muitos compositores deixaram provas
definitivas de seu patriotismo, como o italiano Giuseppe Verdi (1813-1901), com a
opera Aída, os tchecos Bedrich Smetana (1824-1884), com minha pátria, Danças thecas
e Anton Dvorak (1814-1904) com danças eslavas e Rapsódias eslavas. Também o russo
Piotr Llicht Tchaikovski, com pequena Rússia, Polonesa, além de O lago dos cisnes e
Suite quebra-nozes, e o polonês Frederic Chopin (1810-1849), com suas mazurcas e
polonaises.
Utilizando uma linguagem tumultuosa para exprimir os próprios sentimentos do
compositor, criaram-se novas formas musicais, que libertavam a musica da
obrigatoriedade de seguir uma determinada ordem. É o caso do poema sinfônico, criado
por Hector Berlioz (1803-18679), uma grande composição musical executada por uma
orquestra sinfônica, ilustrando uma determinada ação.
Além de Beethoeven, destacaram-se na música romântica Franz Liszt (1811-1886),
Hector Berlioz (1803-1869), Franz Peter Schubert (1797-1828), Frederic Chopin (1810-
1849), Robert Schumann (1810-1856) e Richard Wagner (1813-1883). No final do
século, apareceu Richard Struss (1864-1949), já buscando uma linguagem musical mais
realista, e Claude Debussy (1862-1918), o impressionista da música, seguido por
Maurice Ravel (1875-1937). Claude Debussy associou acordes até então considerados
dissonantes, destacando timbres orquestrais que se realçavam alternadamente. Sua
música incorporou um método que pode ser comparado ao do “pintor impressionista
que coloca em suas telas as cores elementares, lado a lado, em lugar de misturá-las na
paleta”(Henri Prunières).
No final do século, a música européia completava sua transição e e3struturava-se a
caminhos Modernismo, a arte de nosso século XX.
Revolução Francesa e da Revolução Industrial, que espelhavam o antagonismo entre
progresso tecnológico e condições sociais – sobretudo no que se refere a exploração
operaria. Conviveu também com os princípios reacionários impostos pelo Congresso de
Viena.
Esses antagonismos refletiram-se no plano das Idéias, configurando-se inicialmente no
idealismo romântico dos filósofos Emanuel Kant (1724-1804), que se destacou com
Crítica da razão pura, e Georg Wilhelm Hegel (1770-1831), com a Dialética idealista,
obras que inspiraram o materialismo dialético de Karl Marx.
O conceito dialético (do grego dialektikós – arte de dialogo) foi desenvolvido por Marx,
a partir da doutrina de Hegel, como um método de compreensão e analise da realidade,
considerada essencialmente contraditória e em permanente mudança. A doutrina
idealista de Hegel supunha que eram os ideais, o pensamento, que criavam a realidade e
faziam o mundo mover-se. Para Marx e Engels, no entanto, as idéias eram, na verdade,
reflexo da realidade, constituindo – idéias e realidade – um todo integrado e
interdependente.
No inicio do século, predominava na literatura o Romantismo, suplantado ais tarde pelo
realismo. Refletindo o descontentamento social e político gerado pela Revolução
Industrial, o romantismo caracterizou-se pelo sentimentalismo e pela valorização da
natureza. Mais adaptada as novas condições impostas pela industrialização e pelo
avanço do capitalismo, surgiu a escola realista, que predominaria até a Primeira Guerra
Mundial.
Características gerais do romantismo:
• a valorização dos sentimentos e da imaginação;
• o nacionalismo;
• a valorização da natureza como princípios da criação artística; e
• os sentimentos do presente tais como: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Como poucos períodos históricos, o século XIX foi intelectualmente muito fértil. Nesse
período destacaram-se inúmeros escritores, como românticos Lord Byron (1788-1824),
George Sand (1804-1876) e Vitor Hugo ( 1802-1885), e os realistas Charles Dickens
(1812-1870) e Émile Zola (1840-1902)
Na música romântica, exaltou-se o sentimento individual, desprezando o formalismo
típico da escola anterior, o Classicismo. Ludwig van Beethoven (1770-1827) compôs
nove sinfonias entre 1800 e 1824, nas quais fica evidente a transição entre a sinfonia
clássica e a romântica, isto é, entre a postura disciplinada e objetiva do período clássico
e as idéias revolucionárias, subjetivas e sentimentais do romantismo. Beethoven
demonstra a predominância do individualismo do período na Primeira Sinfonia,
composta em 1800, ao iniciar-la pelo que, no Classicismo, seria a parte intermediaria da
música, a de maior tensão.
A Terceira Sinfonia, inspirada em assuntos políticos, foi composta em homenagem a
Napoleão, a quem Beethoven admirava como apostolo dos ideais revolucionários. Mais
tarde, porém, quando soube que Bonaparte fora proclamado imperador, rasgou a página
da Sinfonia em que havia uma dedicatória a ele. A influência da vida política na
música, alias, já acontecera no século XVIII, com Wolfgang Amadeus Mozart, que
escrevera uma opera propagandística para a maçonaria, a flauta mágica.
No século XIX, o século do nacionalismo muitos compositores deixaram provas
definitivas de seu patriotismo, como o italiano Giuseppe Verdi (1813-1901), com a
opera Aída, os tchecos Bedrich Smetana (1824-1884), com minha pátria, Danças thecas
e Anton Dvorak (1814-1904) com danças eslavas e Rapsódias eslavas. Também o russo
Piotr Llicht Tchaikovski, com pequena Rússia, Polonesa, além de O lago dos cisnes e
Suite quebra-nozes, e o polonês Frederic Chopin (1810-1849), com suas mazurcas e
polonaises.
Utilizando uma linguagem tumultuosa para exprimir os próprios sentimentos do
compositor, criaram-se novas formas musicais, que libertavam a musica da
obrigatoriedade de seguir uma determinada ordem. É o caso do poema sinfônico, criado
por Hector Berlioz (1803-18679), uma grande composição musical executada por uma
orquestra sinfônica, ilustrando uma determinada ação.
Além de Beethoeven, destacaram-se na música romântica Franz Liszt (1811-1886),
Hector Berlioz (1803-1869), Franz Peter Schubert (1797-1828), Frederic Chopin (1810-
1849), Robert Schumann (1810-1856) e Richard Wagner (1813-1883). No final do
século, apareceu Richard Struss (1864-1949), já buscando uma linguagem musical mais
realista, e Claude Debussy (1862-1918), o impressionista da música, seguido por
Maurice Ravel (1875-1937). Claude Debussy associou acordes até então considerados
dissonantes, destacando timbres orquestrais que se realçavam alternadamente. Sua
música incorporou um método que pode ser comparado ao do “pintor impressionista
que coloca em suas telas as cores elementares, lado a lado, em lugar de misturá-las na
paleta”(Henri Prunières).
No final do século, a música européia completava sua transição e e3struturava-se a
caminhos Modernismo, a arte de nosso século XX.